Instituições de ensino superior proliferam a cada ano nos quatro canto do país. Programas de inclusão e método de ensino a distância alavancam as estatísticas do acesso do brasileiro à universidade. A despeito do esforço salutar empreendido pelo poder público, a aqusição de um diploma de ensino superior há tempos não pode ser considerada garantia de sucesso profissional. Tal fato explica-se, em parte, pela saturação do mercado de trabalho cuja oferta está aquem da demanda de novos profissionais. Por outro lado, há outro fator essencial a ser examinado: a qualidade da formação.
Em 2008, dos quase 20 mil inscritos no exame da ordem promovido pela OAB, somente 12,8% foram aprovados. Vale acrescentar que esse exame busca exigir do bacharel em Direito os requsitos mínimos para exercer a profissão. Em Universidades píblicas como a USP, é comum encontrar turmas commais de duzentos alunos, principalmente nos cursos de ciências humanas. Ante esses dados, cabem algumas indagações: o que de fato vem ocorrendo no país é a democrtização ou a massificação do ensino superior? De que vale ampliar o número de vagas sem investir na contratação de novos professores? Em face do visível descaso com as ciências humanas, é possível formar indivíduos capazes de exercer o pensamento crítico?
Texto publicado na revista cult nº 138.
Vicente Negrão formado em Comunicação Social em Relações Públicas.
Texto publicado na revista cult nº 138.
Vicente Negrão formado em Comunicação Social em Relações Públicas.