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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Democratização ou Massificação

Instituições de ensino superior proliferam a cada ano nos quatro canto do país. Programas de inclusão e método de ensino a distância alavancam as estatísticas do acesso do brasileiro à universidade. A despeito do esforço salutar empreendido pelo poder público, a aqusição de um diploma de ensino superior há tempos não pode ser considerada garantia de sucesso profissional. Tal fato explica-se, em parte, pela saturação do mercado de trabalho cuja oferta está aquem da demanda de novos profissionais. Por outro lado, há outro fator essencial a ser examinado: a qualidade da formação.
Em 2008, dos quase 20 mil inscritos no exame da ordem promovido pela OAB, somente 12,8% foram aprovados. Vale acrescentar que esse exame busca exigir do bacharel em Direito os requsitos mínimos para exercer a profissão. Em Universidades píblicas como a USP, é comum encontrar turmas commais de duzentos alunos, principalmente nos cursos de ciências humanas. Ante esses dados, cabem algumas indagações: o que de fato vem ocorrendo no país é a democrtização ou a massificação do ensino superior? De que vale ampliar o número de vagas sem investir na contratação de novos professores? Em face do visível descaso com as ciências humanas, é possível formar indivíduos capazes de exercer o pensamento crítico?

Texto publicado na revista cult nº 138.
Vicente Negrão formado em Comunicação Social em Relações Públicas.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Importância das Mídias Sociais


A Importância das Mídias Sociais
            Ao permitir que pessoas se mobilizem em todo mundo, a internet surge como um novo espaço público fora das instituições. Contudo, as Mídias Sociais podem ser vistas como um meio rumo à democracia participativa? São questões que pretendemos discutir nesta breve reflexão já que o jogo do poder depende também das novas mídias, via internet e celular, que são redes horizontais ou autocomunicação de massa. Assim, o sistema se abre a mensagem de todo tipo, individuais e de movimento sociais.
            Questões como estas são colocadas no cotidiano brasileiro e vários autores como o sociólogo Manuel Castells, que analisou as mudanças que a internet produziu na cultura e na organização social, disse: “acabou a manipulação informativa sem resposta por parte da sociedade” e alertou para o descontentamento generalizado com os políticos que se comportam como marcas e se dedicam à crítica destrutiva, mais eleitoreira do que preocupada com o bem comum.
            Porém, Cesar Maia em recente artigo publicado na folha de S. Paulo, cita o autor que trata da mudança na política pela transformação da Comunicação. Hoje o jogo do poder depende também das novas mídias. Estes atuam sobre valores sem objetivar o poder, e estão fora da sociedade civil organizada. Pois segundo Maia “aqui surgem práticas políticas insurretas, movimentos espontâneos dos indignados, que até desestabilizam governos. Passam por cima dos partidos e das regras do jogo. O espaço público está sendo reconstituído fora das instituições. As condições de mudanças se produzem nesse novo espaço de comunicação.
            Outro fator de notável consideração dentro deste aspecto é que tem levado a questionamento, pois estamos passando de uma pretendida política 2.0 a uma reivindicada democracia 2.0, mas ainda não sabemos como funciona nem que efeitos secundários ela tem. Seria essa “democracia 2.0” o que se chama na ciência política de Democracia Participativa, segundo a qual um regime verdadeiramente democrático deve contar com mecanismos além do voto para garantir a participação popular nos rumos do país?
            A relação entre Política 2.0 X Democracia 2.0 estão nas pautas do dia há de se observar as campanhas políticas invadiram a Web. É a era da política 2.0. Os  candidatos inundam as redes sociais e os blogs, mas, na maioria dos casos apenas repetem a mesma propaganda que penduram nos postes ou gritam nos alto-falantes. Ignoram e passam a usar a ágora contemporânea que inclui as redes sociais, mas essa praça não termina ai, não se limita às redes virtuais. Se completa com a presença pública. Desrespeitam a variedade de formas de comunicação, de possibilidades de manifestar o descontentamento, dentro e fora das ruas. Em nenhum caso há uma possibilidade real de participação do cidadão. Usam outros meios de comunicação, mas o tipo de política é o mesmo: “se faz tudo pelo povo, mas sem o povo” (lema “do velho despotismo esclarecido”).
            Somos a favor da cidadania e ai retomamos a questão da democracia representativa, pois a mesma se ressente de políticos que não representam os cidadãos; basta lembrar do escândalo da Assembléia Legislativa em Belém, caso Sefer e a famosa lei da ficha limpa são famosos casos em que a Opinião Pública fica sem respostas e por isso exigem redefinir a democracia para adaptá-la a uma sociedade que mudou, na qual todos podem se expressar e se organizar.
            Dentro desta realidade surgem manifestações que não são organizadas por partidos nem por sindicatos, e sim pelos próprios indivíduos. É o que Enrique Dans chama de “reinvenção pacífica de uma democracia que necessita adaptar-se ao seu tempo. Uma nova transição: a Transição 2.0”.
            Mas, vários autores também chamam atenção para o fato de que essas redes podem ter efeitos antidemocráticos. Através delas podem ser divulgadas agressões diversas, discursos de ódio, racismo, exclusão e intolerância religiosa e aqui ressaltamos as religiões Afro-Brasileiras.
            A internet e as redes sociais não devem ser idealizadas como a salvação da democracia, embora possam contribuir para aumentar a densidade do engajamento civil e para aproximar a esfera política dos cidadãos. A internet coloca novas questões éticas, como deixam claros os processos eleitorais em que ela se fez presente. Se a internet pode estabelecer formas mais diretas de interlocução entre candidatos e eleitores, também pode ser usada para disseminação de mensagens difamatórias anônimas e calúnias.
            As tecnologias digitais de comunicação mostram capacidade de mobilizar mais para o caso do nosso país a lacuna é muito gritante pois, ainda não atingimos a educação digital em que todos tenham acesso a informação, e isso coloca em xeque que a revolução tecnológica mesmo tenha assumido um ápice na sociedade contemporânea as massas ainda são manobradas, pois esta lógica tem induzido mais estas classes  para o consumo do que reivindicar seus direitos. Mas precisamos sonhar e a luta continua.

Vicente Negrão é graduado em Relações Públicas pelo IESAM, e atualmente faz especialização em Comunicação Corporativa na ESAMAZ.
           

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quando o lar é a Rua

Foi matéria de TV a situação dos moradores de rua principalmente os que andam pelo Ver-o-Peso pois os mesmos são espancados pelos seguranças que ali trabalham. Mais o que mais chamou  atenção ,é  que mais uma vez a mídia sensacionalista não leva a informação a opinião pública como deveria e trata o caso como um simples produto de audiência. Mais isto não pode ficar pelo acaso, esta realidade é fruto do capitalismo que tem como atual estado que se encontra a população de rua brasileira é o resultado de um conjunto de fatores que colaboram para a manutenção desta situação. A ineficácia do sistema político se agrava quando não estão disponibilizados meios sociais funndamentais, programas de saúde, atendimento a usuários de drogas, abrigos, atenção á família, entre outros. As causas relacionadas são multifatoriais e vão de questões como as mudanças nas relações de trabalho decorrentes da tecnologização dos processos produtivos, fluxos migratórios de mão de obra e a redução e desvalorização das atividades de baixa qualificação. Esta breve reflexão mostra que este problema é a nivel nacional pois as grandes capitais não estão preparadas para discutir o probelma pois seus governantes não são sensiblizados e falta de incompetência é gritante "SOS SAÚDE PÚBLICA". pois os moradores de rua são como ovelhas sem pastores até quando?  

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A sociedade do Espetáculo

A globalização é um produto do capitalismo que a cada dia que passa divulga valores através dos meios de comunicação, como podemos citar a internet que vende ilusões amorosas para o seu público e os que não estão preparados para esta nova forma de relacionamento acabam sucumbindo suas vidas, podemos citar o caso mais recente do jovem que teve seu corpo esquartejado em nome de um possível "amor" que tinha conhecido através da internet. Ai está uma das características da sociedade do espetáculo que banaliza a morte e impondo cada vez mais as pessoas um individualismo e a solidão, pois dentro desta lógica não há espaço para a solidariedade e também espaço para se perguntar que sociedade é esta que piroriza o mercado das ilusões promovidos pelo meios de comunicação. Paz e Bem estão distante na Sociedade do Espetáculo.